Um oásis. Mas não de originalidade.

Ah, sábado à noite, e a je, depois de um dia atarefado, chegou a casa. Esperava poder desfrutar de algum silêncio, coisa que nem sempre é fácil encontrar numa grande cidade... Mas é sábado à noite e muita gente quer é soltar a franga. Outros só querem é mesmo juntar os amiguinhos em frente a uma lareira imaginária e tocar a mesma música durante horas a prejuízo das últimas reservas de paciência que tenho em mim.

A escolhida foi Wonderwall. Conhecem? É uma das músicas mais acarinhadas daquela banda constituída por dois irmãos que, ultimamente, têm dado mais que falar pela disfuncionalidade da sua relação do que pela sua arte. Conhecem os Oasis? Escusado será dizer que ambas as perguntas são revestidas de muita ironia. Miúdos e graúdos, eu, vocês e um número considerável de pessoas à face da terra já ouviram esta canção pelo menos uma vez. Se forem como eu, tiveram de a escutar várias vezes durante o ensino secundário. Se tiverem feito parte de um grupo de escuteiros, gostarem de acampar ou ficar na praia com amigos até o sol desaparecer, devem saber a letra e os acordes de cor e salteado.

Retomando ao (não-)assunto que me fez escrever este pequeno, mas sentido rantzinho simpático, os fofos do terceiro andar estão a tocar a Wonderwall dos Oasis há três horas. Três horas... Três horas é um período superior à discografia de muitos artistas que atualmente estão na moda e é, sem dúvida, o máximo de tempo que os irmãos Gallagher devem ter disponibilizado para conversar entre si nos últimos anos. Okay, vou admitir que a minha reação inicial foi hum, já não ouvia esta música desde o ensino secundário e estava contente com isso. Mas depois? Ai, ai...

À terceira repetição: So Sally can wait, she knows it is too late... À décima repetição, só pensava no porquê de os irmãos Gallagher não se falarem e que a vida é demasiado curta bem como preciosa para a desperdiçar com zangas inúteis. Mas agora? Agora já chega, diria eu. Já percebemos que sabes tocar a música na guitarra acústica. Já sabemos que conhecem a letra toda. Mas a não ser que estejam a angariar fundos para uma viagem de finalistas ou a tentar reunir os Oasis, não estão a fazer nenhum favor ao tocarem a mesma canção durante três horas a fio. É preciso ser tão cliché? Há tanta música interessante para escutar. É pena só ter dois ouvidos. Mas agora vou dormir, porque o meu mal é sono.

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A Confed-Cup não acaba sem eu dizer isto!

Ah, mais uma segunda-feira... Chegada do emprego, é hora de guardar a minha máscara de pessoa imperturbável no armário para deixar a verdadeira C. respirar... E escrever o que lhe apetece! Hoje, o tema é a Taça das Confederações, cuja final ocorreu ontem, dia 2 de julho, na cidade russa de São Petersburgo.

#1. Uma boa anfitriã.

Tubo de ensaio, maquete, prova do vestido, whatever daquilo que será, daqui a aproximadamente um ano, o Mundial de 2018, a Taça das Confederações foi um evento bem-conseguido. Sim, correu tudo bem, professores Bambos da desgraceira e Faily Fails por este mundo fora. Como é que posso estar tão segura da minha afirmação? Ora bem, fofinhos, caiu algum estádio? Houve algum atentado? Ocorreu violência em massa? Ouviram falar de alguém que chegou ao seu país com um rim a menos?

Toda uma panóplia de perguntas retóricas nunca será demais para demonstrar o quanto abomino a especulação em redor da capacidade de um determinado país, selecionado pela FIFA após um rigoroso e longo controlo de qualidade, de acolher um evento desportivo de grandes dimensões. Já em 2016 havia sido assim... E digam lá se o Brasil não organizou dois eventos maravilhosos, de elevada qualidade e capazes de cativar tanto miúdos como graúdos?

Parabéns a todos os países que se predispõem a organizar eventos de tal dimensão. Não é fácil, mas será gratificante. Se todo o investimento trará utilidade futura? Só o tempo o dirá. Até lá, viva o desporto. Parabéns, Rússia. Não estava à espera de menos. Afinal, everything is even bigger in Russia!

#2. A grande surpresa.

Se a excelente organização não foi surpresa, bem como a qualidade dos jogos - okay, talvez tenha adormecido em algumas partes, mas, durante a pausa de verão, tudo é melhor que nada! -, uma das únicas surpresas que tive foi precisamente a idade do guarda-redes da seleção russa. Como assim Akinfeev só tem 31 anos? Não me interpretem mal, ele tem um aspeto jovem... Não é isso. É apenas o facto de ele estar lá desde... Sempre! Euro 2004? Ele estava lá. Euro 2008? Foi titular! No passado dia 24 de junho? Jogou a tempo inteiro. Ah, longevidade... Quem pode, pode.

#3. Se fosse eu, pediria reembolso.

E não é que as más-línguas têm vindo a acusar elementos da seleção russa do consumo de doping? Será que eles ainda têm a fatura? Será que ainda dá para trocar? Se houver a ínfima possibilidade de ter ocorrido recurso a substâncias proibidas, o que não creio, peçam reembolso. Não está a resultar... Faz-me lembrar uma colega de turma que usava cábulas e, mesmo assim, obtinha resultados negativos. Um dia, lá pensou fod*-se e deixou essa artimanha de lado. E não é que tirou nota suficiente? Caso para refletir numa segunda-feira à noite.

#4. Um jogo de futebol tem 90 minutos.

E no fim ganha a Alemanha. Já dizia o sábio Gary Lineker. Mais uma vez, independentemente dos jogadores escolhidos para representar a sua seleção nacional, a Alemanha convenceu com a sua consistência defensiva, trabalho de equipa e unanimidade face a um Chile bastante ofensivo nos momentos finais do jogo. Mas, aparentemente, não convenceu grande parte dos alemães, algo que posso atestar. Estava à espera que no dia seguinte estivessem sentados nos transportes públicos como se nada tivesse ocorrido à la Mundial 2016. Não estava era à espera de ver ninguém na rua a festejar, excluindo uma dúzia de gatos pingados que talvez dificilmente saberiam explicar o que é um fora-de-jogo. Alemães, feta é feta. E não estou a falar de queijo.

#5. Ao menos isto.

Não estou a falar da confirmação do nascimento dos gémeos do Cristiano Ronaldo, se bem que muita boa gente pode sossegar a sua curiosidade após saber da boa-nova. Foi transcendental ver o país parar durante o primeiro jogo de Portugal na Taça das Confederações, mas para apoiar Pedrógão Grande e os milhares de bombeiros em território nacional. Com o devido respeito a todos os profissionais da seleção portuguesa, o jogo não era o mais importante nessa altura. Sinceramente, não estava minimamente interessada num título como estaria dias antes, porque há verdadeiramente coisas muito mais importantes na vida. Sei que muita gente, face a esta tragédia, pensará de forma semelhante. E um lugar no pódio é, de qualquer das formas, ótimo. Sobretudo tendo em conta que até há uns meses não se ganhava absolutamente nada a este nível. Só juízo. Sinceramente, nem estou habituada a todo este prestígio!

#1 Musical Mood: Wild Thoughts.

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Fonte: hellogiggles.com // Wild Thoughts de DJ Khaled feat. Rihanna e Bryson Tiller (Epic Records).

Diamonds ain't nothing when I'm rockin' with ya

Diamonds ain't nothing when I'm shinin' with ya

Para tudo, gente! Desde ontem só tenho pensamentos loucos, porque este bop não me sai da cabeça. Quero, por este meio, cancelar a minha subscrição do mês de junho, porque não quero fazer mais nada para além de ouvir Wild Thoughts and sing along.

Adoram a música tanto quanto eu ou ainda não tiveram oportunidade de escutar? O quê? Como assim ainda não ouviram a nova música de DJ Khaled com a kween Rihanna e Bryson Tiller? De qualquer maneira, the wait is over! Venham daí e cliquem para ouvir a música e lerem T-U-D-I-N-H-O acerca da canção mais hot do momento.

Berlim foi…

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Berlim! What else? 

B de (the) bomb:

Berlim nunca desilude e é, de LONGE, a minha cidade alemã favorita! Simplesmente uma explosão de vida, cultura e diversidade, apesar de bastantes momentos conturbados na sua história.

Sabes que Berlim é the bomb quando tentas fazer comparações com outras cidades, mas não consegues, porque Berlim é Berlim!

E de eclética:

Que aborrecido seria se fossemos todos iguais! A não ser que pudéssemos ser a Beyoncé. Berlim não é uma metrópole de zombies que se apresentam e vestem de forma idêntica, falam da mesma forma ou andam apenas atrás de dinheiro 9 to 5.

Berlim é uma cidade eclética, juntando elementos, tendências e pessoas de natureza bastante diversa. É bastante difícil não se sentir em casa numa cidade onde há sempre algo para cada um, independentemente dos seus interesses.

R de real:

A-D-O-R-O o facto de Berlim não tentar transmitir a ilusão de ser um local onde os problemas não existem. Hey, é uma cidade que foi arrasada durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido pouco depois dividida em duas partes tão heterogéneas e acabando por ser reunificada em 1989.

Claro que existem problemas: prostituição, drogas, pobreza, criminalidade... Mas Berlim não se deixa definir por flagelos sociais, mas sim pela atitude dos seus habitantes perante a vida.

L de linda:

Okay, okay, a beleza é tão relativa e o que eu vou escrever a seguir vai parecer bem estranho, mas Berlim é linda! Não necessariamente linda de um ponto de vista meramenre estético e, para explicar este meu pensamento, vou utilizar a personificação.

Se Berlim fosse uma mulher, não seria a mais atraente fisicamente, mas sim aquela que, pela sua personalidade, se torna linda com o passar do tempo. Tal como há cidades bonitas que são um pouco boring, há aquelas que podem nem ser tão belas de um ponto de vista arquitetónico, mas são mais lindas... Para mim, Berlim é assim!

I de imponente:

É uma grande cidade, com mais de três milhões de habitantes, local onde diversas culturas se cruzam e onde tudo pode acontecer, desde cuecas no parque a pessoas despidas na rua. O segredo é não olhar descaradamente: se o fizeres, não és de Berlim!

Para aqueles que se assustam com notícias ou descrições da cidade bem como para quem vem da Parvónia Town (como eu), Berlim parece um pouco assustadora. Mas, hey, se ultrapassarem essa reação inicial, vão perceber que é uma cidade que vale mesmo a pena conhecer.

M de mais:

Sim, eu sei que mais não é um adjetivo. Contudo, é uma palavra que define tão corretamente esta cidade alemã. Berlim é extra! Surpreende e excede-se. O que será de Berlim daqui a uns anos? Não sei, mas vai ser algo (ainda mais) em grande.


Passados dois anos de muita saudade, voltei a Berlim. Jaaaa! Parti no domingo passado e regressei esta quarta-feira. Que posso dizer? Apesar de não ter tido tempo para ir a todo o lado, foi fantástico voltar a submergir no modo de viver berlinense.

Espero voltar muito brevemente. Entretanto, vou matando as saudades com recordações publicadas no blog

Primeiro IRS feito!

Nota: Para os meus queridos dos países de língua portuguesa, o IRS português corresponde ao IRPF brasileiro e ao IRT angolano.

Majah milestone alert! A vossa girl CC acabou de completar o seu primeiro IRS / IRPF. No estrangeiro. Em alemão. Foi um tédio... Só Deus sabe como não adormeci. Ser adulto é isto? Por que é que não fui tirar mestrado como os outros? Anyway, tantas coisas que preferia ter estado a fazer. Sigh.

Exemplo 1: Work on novos conteúdos para o blog!

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Fonte: Tumblr (thegiftofthemagi).

Exemplo 2 (e mais provável): Work work work work work work.

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Fonte: Giphy / Work (Rihanna & Drake), 2016 Westbury Road Entertainment LLC.

O dever falou mais alto e, como já andava a empatar há séculos, hoje foi o dia. Estou consciente de que fiz o melhor que soube. Quer dizer, acho que devia ter mencionado a minha pessoa na parte de artefactos culturais dignos de proteção. Ai, se eles soubessem o que a vida me custa, consideravam-me logo propriedade cultural - tipo, why not? - e indemnizavam-me prontamente! Mas só espero que, se não me derem NADA, pelo menos não tirem.

Obrigada por me aturarem! Amanhã (ou assim um dia destes, se Deus quiser), regresso com algo do interesse geral. Até lá, muita saúde e muito juízo!

#2 Worth sharing: Cultura culinária do Japão.

Não conheço NINGUÉM que não demonstre o mínimo interesse ou a mais leve curiosidade pelo Japão. É um país pioneiro no que concerne às mais diversas formas de tecnologia, entretenimento e também na área da inovação no âmbito da alimentação, cuidados de saúde e bem-estar.

A sua inculcada e refinada cultura é, sem dúvida, o maior produto de exportação e o que, a meu ver, torna este país tão cativante. Estou particularmente grata pelo Pokemón, Doraemon e Sailor Moon, excelentes companheiros até hoje de infância, pelas excelentes variedades de chá bem como pela obsessão por gatos. Finalmente alguém entende.

Tal como aquele familiar excêntrico pelo qual nutrimos uma certa admiração, mas os nossos pais nos dizem para ficarmos longe dele, a verdade é que precisamos do Japão nas nossas vidas para trazer novas formas de pensar, ser e estar bem como para, não menos importante, alegrar o dia com a sua originalidade!

Ugh, o dia foi difícil e, assim, para relaxar não há nada melhor que assistir a alguns vídeos no YouTube. Desta vez, escolhi um dos meus canais favoritos, Great Big Story, que, mais uma vez, não defraudou as minhas expetativas. Assim, convido-vos a clicar no artigo para conhecerem um pouco mais do lado kawaii da cozinha japonesa.

Please, parem de gritar com funcionários.

Estamos em 2017: já devias saber melhor. Mesmo que não estivéssemos em 2017, tinhas obrigação de saber melhor. Não soubeste ser melhor. Por isso, gritaste com o funcionário de um restaurante que, evidentemente, estava atarefadíssimo, sendo a única pessoa que se encontrava a servir refeições.

Estava sem mãos a medir para tanto trabalho. Para além de ter de servir quem lá se encontrava, estava a preparar refeições que seriam entregues ao domicílio. Contudo, sempre cordial e de uma enorme generosidade. Achaste que o teu tempo era mais importante; achaste-te superior, apesar dos pedidos ao domicílio terem sido feitos antes. Quiseste que soubessem da tua importância e que se lixassem os outros. Gritaste. Com que motivo, com que razão, quem te deu o direito?

Agiste tão mal. Envergonhaste-te. Se é que tens alguma vergonha na cara. Foi uma situação infeliz para ti, para o jovem funcionário e para quem assistiu. Apercebeste-te e mudaste o tom, mas, para mim, já era tarde demais e nem o cachorro adorável que te acompanhava melhorou a tua imagem a meus olhos.

Não sejam como esta pessoa. Por favor, por favor e por favor. Coloquem-se na posição do outro e, mesmo que estejam a ter um dia horrível, não arruínem o de alguém que, tal como vocês, se esforça bastante para chegar ao fim do mês (ou à cama depois do trabalho). Sejamos melhores do que este tipo de atitudes primitivas.

Por um mundo no qual não se grite com funcionários de um restaurante. Por um mundo no qual não se grite com funcionários. Ou com ninguém mesmo! Obrigada, gente.