Não sou fã do conceito de máscara anti-idade!

Se estão aí há algum tempo, devem ter reparado que gosto de máscaras e uso este tipo de produtos com alguma regularidade. Aliás, já abordei o tema anteriormente aqui no blog, nomeadamente algumas dicas de uso que poderão incrementar a sua eficácia.

Tento ser só amor e paz (ou pelo menos harmonia), mas como estou aqui sobretudo para informar, o que se segue são algumas palavras de esclarecimento acerca de um conceito cada vez mais em voga na indústria cosmética e que peca pela falta de correção. Sim, refiro-me ao termo de marketing anti-idade ou antienvelhecimento.

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Fonte: Tumblr (alsopurple) // Ru Paul’s Drag Race (World of Wonder).

E é assim que me sinto quase sempre que ouço estas palavras ou sinónimos. Tento não ter problemas com nada nem ninguém, mas é difícil quando tais vocábulos tendem a estar associados à crescente diminuição da honestidade associada ao marketing de produtos cosméticos e semelhantes bens de consumo.

Oxalá fosse só nesta indústria! Conversas como "prevenir o envelhecimento", "anti-aging", "combater o relógio" ou "evitar rugas" estão na boca e mente de muita gente, mas ainda mais em diversos meios de comunicação. Assim é difícil. Guess what? Nada nem ninguém consegue contornar as leis do tempo, que é, simplesmente, o bem mais precioso que cada um de nós poderá ter.

Envelhecemos a cada dia que passa e nenhum tipo de produto poderá evitar o decorrer dos anos e alguns dos efeitos que acarretarão. A não ser que inclua a tecnologia Vira-Tempo™ da saga Harry Potter. Até lá não há Hermione Granger ou J. K. Rowling que nos valham! Nevermind, é possível chegar aos 60 anos de idade sem rugas; é possível ter 20 anos e sinais de envelhecimento precoce. São a genética, o estado de saúde e escolhas. Que a gravidade, saúde, genética e estilo de vida estejam a vosso favor! ❤

Por isso mesmo, sou a favor de termos mais honestos como, por exemplo, "prevenção (de sinais) do envelhecimento precoce", "redução ou correção da aparência de sinais de idade" ou quiçá até "retardação do aparecimento dos primeiros sinais de envelhecimento". Claro que não é tão apetecível do ponto de vista comercial, mas deixar de alimentar ilusões é, utopicamente, o primeiro passo para impelir à ação de uma maneira que realmente possa fazer a diferença.

Vamos assumir que as máscaras se referem à prevenção de sinais típicos do envelhecimento precoce, mas usam termos como anti-idade ou antienvelhecimento para efeitos de marketing. Também assim encontra-se inerente uma problemática que gostaria de abordar nos parágrafos que se seguem.

Ora bem, o que é uma máscara propriamente dita? Excluindo o conceito de sheet mask, a máscara para propósitos cutâneos distingue-se de outros produtos cosméticos na medida em que, após a sua aplicação, é normalmente criada uma película sob a pele. A principal função da película formada após a aplicação de uma máscara será, obviamente, suportar os ingredientes do produto e disponibiliza-los, de modo a que contactem com a pele. Esta mesma torna ainda possíveis promessas como efeito reafirmante e antirrugas, na medida em que ao apertar a pele, poderá conferir uma sensaçāo e até aparência de lifting, se bem que serão temporárias, bastando muitas vezes apenas remover a máscara para que desapareçam.

Até agora, tudo bem. As máscaras são verdadeiramente uma mais-valia na rotina de cuidados de beleza de qualquer um e não deixem que vos digam o contrário. É só que, no caso das máscaras que combatem sinais de envelhecimento, há que ter em atenção o facto de poderem não ser tão eficazes como imaginável. Porquê? Ora bem, uma máscara que vise a prevenção ou aperfeiçoamento de sinais de idade terá de, imperativamente, conter ingredientes considerados "anti-aging", capazes de atuar exteriormente ou, em alguns casos, do exterior para o interior. Para além de outras questões que poderão ser debatidas noutro artigo, é verdadeiramente fulcral respeitar o tempo de aplicação necessário para que um determinado ingrediente possa surtir o efeito desejado, algo que diverge de substância para substância. E nem todas as máscaras concretizam esta premissa.

O facto do tempo de aplicação de muitas máscaras "anti-idade" ser, muitas vezes, reduzido, em comparação a um creme hidratante ou sérum, não abona a favor da sua eficácia. Em particular no caso de substâncias que melhorem a aparência de rugas, pigmentação ou perda de elasticidade, efeitos mais positivos são alcançados quando a exposição tem uma duração superior a apenas alguns minutos. É por isso que a sua recomendação de utilização tende a mencionar o período noturno. Por um lado, o organismo executa processos regenerativos durante o sono; por outro, a ausência de luz solar e atividade reduzem a probabilidade de substâncias com menor estabilidade se desvanecerem antes de poderem surtir algum efeito. Acrescem ainda fatores como uma maior limitação no número e tipo de ingredientes que uma máscara típica poderá conter assim como a probabilidade de uma parte dos ingredientes usados poder observar dificuldades em contactar com a pele, ficando, por exemplo, retida na película.

Será que isto vos deverá desmotivar de usar máscaras "anti-idade"? Por favor, não! Apenas peço que pensem duas vezes antes de adquirir produtos cujas promessas sejam aliciantes, mas não corroboradas por via da sua tipologia, lista de ingredientes, tempo de aplicação e até, se existente, evidência científica. Por exemplo, se a máscara "anti-envelhecimento" prometer suavizar a aparência de rugas e tiver de ser retirada passados quinze minutos, talvez não ajude mais que um sérum ou creme que ficarão na pele durante horas. Outro exemplo seria uma máscara "antirrugas e reafirmante" que forma uma película compressora que terá de ser puxada poucos minutos depois. É certo que quando a película for removida, a pele regressará ao seu estado anterior. Ou uma máscara contra a pigmentação que apenas hidrate sem conter substâncias ativas como vitamina C, retinol ou vitamina B3. Os exemplos sucedem-se.

Essas máscaras acabam por cumprir as suas promessas, embora as expetativas de alguns consumidores possam sair defraudadas. Para quem desejar obter resultados graduais, mas consolidados através do uso de máscaras "anti-idade", algumas sugestões serão:

  • O uso de máscaras noturnas que não tenham de ser removidas, mas absorvidas pela pele.
  • Máscaras de hidratação que, normalmente, não são retiradas e costumam oferecer melhores resultados em peles secas.
  • A aplicação de sheet masks, sendo que o fluído resultante das mesmas será massajado na pele, exceto se implícito o contrário nas instruções.
  • Produtos como, por exemplo, sheet masks que incluam um serúm que poderá ser aplicado na película ou,  o que poderá até aumentar a sua eficácia, diretamente na pele.
  • Patches vulgo adesivos, bastante usados em zonas tal como o contorno dos olhos e o sorriso, se contiverem um fluído com ingredientes ativos que possa permanecer na pele após a sua remoção.

Outro fator que poderá incrementar bastante a eficácia do produto que escolherem será garantir que seguem estas dicas. Usem as máscaras como aliadas na vossa rotina de cuidados de beleza, mas não façam delas a vossa única escolha no que toca a prevenir sinais de envelhecimento precoce!  😉

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13 dicas avançadas para usar máscaras faciais.

capa de apresentação do tópico dicas máscaras para a pele

Como aplicar uma máscara facial corretamente? Como limpar a pele antes e após usar uma máscara para a pele? Que devo fazer a seguir? A estas questões e mais algumas procuro dar resposta no presente artigo.

Não sei precisar quando é que as máscaras faciais se tornaram oficialmente um it item. Certo é que a vida parece ser melhor com uma máscara facial para relaxar ao final de um longo dia… Mas basta aplicar a máscara e ficar de papo para o ar? Não, apesar de ser melhor que nada!

Tema: Dicas essenciais e fáceis de aplicar para o uso de máscaras faciais.

A quem poderá interessar: Àqueles que se interessam por máscaras faciais, procurando ter uma pele saudável e prevenir o envelhecimento precoce.