Quantas vezes devo levar o rosto por dia?

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Quantas vezes devo lavar o rosto por dia? Qual a frequência ideal para o meu tipo de pele? Devo lavar o rosto no inverno tantas vezes como no verão? A estas questões e mais algumas procuro dar resposta no presente artigo.

Apesar de parecer (e ser) um dos passos mais simples a adotar e praticar numa rotina diária de cuidados de beleza, a eficácia da limpeza de rosto poderá ser comprometida por pequenos detalhes. Entre estes encontram-se, por exemplo, a frequência da mesma.

Tema: Qual a frequência ideal da limpeza de rosto com base no tipo de pele.

A quem poderá interessar: Àqueles que desejem analisar e optimizar a sua rotina diária de limpeza de rosto.

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O verdadeiro significado de hipoalergénico.

Hipoalergénico - true or treta? A resposta a esta pergunta será o tema deste artigo e, como em quase tudo nesta vida, não é de todo linear. Segundo o dicionário Priberam, hipoalergénico é um adjetivo empregue para designar algo que provoca poucas reações alérgicas. Será esse o verdadeiro significado deste termo ou haverá outros aspetos a considerar?

A palavra hipoalergénico é utilizada no âmbito da indústria cosmética há décadas, com o intuito de procurar assegurar que um determinado produto oferecerá maior segurança de uso, terá sido alvo de maior e melhor controlo ou que não conterá químicos nem outras substâncias irritantes. Mas como se aplica a teoria na prática?

Em boa verdade, revela-se algo complicado concretizar estudos que comprovem que determinado produto apresenta, de facto, características hipoalergénicas. Por um lado, trata-se sobretudo de um termo empregue na área do marketing e não propriamente das ciências exatas, significando então que um determinado produto cosmético não causará alergias na maioria dos consumidores.

Por outro lado, o uso do adjetivo hipoalergénico bem como a realização de testes que comprovem esta alegação não são alvo de regulação oficial, o que permitirá descrever e publicitar um produto cosmético como hipoalergénico sem que haja necessidade de o demonstrar previamente por via de exames clínicos. Adicionalmente, não existe uma lista oficial de ingredientes potencialmente irritantes a evitar ou excluir na formulação de produtos cosméticos designados de hipoalergénicos.

Apesar da ausência de obrigatoriedade de testes clínicos, muitas empresas, normalmente multinacionais, procedem à realização dos mesmos a fim de comprovar que um determinado produto é hipoalergénico. Assim, fazem-no sobretudo pelo consumidor e para ganhar a sua confiança. O teste mais comum consiste na aplicação de uma compressa embebida no produto cosmético nas costas ou braços de voluntários. É, atualmente, uma das formas mais viáveis de identificar quaisquer reações cutâneas.

Há ainda outra questão a considerar. Sabendo que a regulação destes testes clínicos é parca ou até inexistente, será possível testar o produto cosmético em pessoas que nunca tenham sofrido reações alérgicas ou cuja tendência para contrair alergias seja consideravelmente reduzida. Acresce ainda o facto de, algumas vezes, serem alvo de estudo produtos que não contêm substâncias irritantes ou potencialmente responsáveis por reações alérgicas. Outra hipótese consiste em incluir apenas ingredientes que tenham sido previamente considerados seguros por via de, muito infelizmente, testes animais.

Desengana-se quem pensava tratar-se de um termo inclusivo. Em suma, é usado para designar cosméticos que apresentarão menor risco de induzir reações alérgicas. Tal poderá dever-se ao uso exclusivo de fórmulas sem ou com menor quantidade de antigénios, mas, devido à falta de regulação oficial, é impossível garantir que não causarão reações alérgicas. O que quero com isto dizer é que o termo hipoalergénico não é a palavra de Deus. Afinal, não foram até à data estabelecidos padrões que permitam, oficialmente, regular o uso desta palavra em associação com a indústria cosmética.

Recomendo a leitura atenta da lista de ingredientes de cada produto cosmético que pretendam adquirir, de modo a identificar substâncias irritantes e às quais possam ser alérgicos. Sobretudo aqueles com pele sensível e doenças do foro cutâneo beneficiarão amplamente de produtos sem álcool (desnaturado), fragrâncias, parabenos, sulfatos, esfoliantes físicos sem grânulos ásperos ou protetores solares com agentes de proteção solar físicos. Não se deixem convencer exclusivamente pelo rótulo de hipoalergénico! Se é verdade que muitos produtos que alegam ser hipoalergénicos realmente o serão, outros poderão provocar irritação ou alergias cutâneas.

Os 10 mandamentos para cuidar de pele oleosa.

#1. Usar produtos de limpeza em formato de gel ou espuma.

Limpar a pele diligentemente, o que implicará, em alguns casos, o tão aclamado double cleansing, consistindo numa segunda limpeza mais célere e utilizando um outro produto para o efeito, é uma necessidade inerente a cada tipo de pele, mas particularmente determinante em casos de pele mista e oleosa. Indicados serão produtos de limpeza à base de gel ou espuma. É importante ainda limpar a pele duas a três vezes por dia bem como fazê-lo de forma suave, de modo a evitar irritações cutâneas.

#2. Aplicar máscaras de argila.

As máscaras de argila são um excelente opção para complementar a rotina de cuidados de pele, sendo certo ainda que poderão prestar especial auxílio àqueles com pele mista a oleosa. A argila reduzirá e regulará a produção de óleo cutâneo durante alguns dias, deixando a pele suave, macia assim como com menos brilho. Recomenda-se a aplicação deste tipo de produtos duas a três vezes por semana. Alguns dos melhores tipos de argila para pessoas com pele mista a oleosa são a bentonita, verde (ou francesa), rhassoul ou caolinita.

#3. Esfoliar regularmente.

Atendendo ao facto de, muitas vezes, peles de tipo oleoso serem também sensíveis, fruto de tratamentos e / ou condições cutâneas como acne, recomendo que se evite o uso regular de esfoliantes físicos, cujos grânulos poderão causar irritação e até lesões a nível epidérmico. Para o propósito da esfoliação, esfoliantes químicos compostos por ácido glicólico (AHA) e / ou ácido salicílico (BHA) constituirão boas opções, na medida em que amaciarão a pele, regulando a produção cutânea de óleo e corrigindo a aparência dos poros.

#4. Evitar produtos com álcool (especialmente) desnaturado e fragrâncias.

Como referi acima, este tipo de pele beneficiará amplamente de produtos de fórmula suave e sem substâncias irritantes. Havendo evidência de que os álcoóis gordos serão benéficos para a pele, aqui refiro-me concretamente ao álcool desnaturado, possível de identificar por via de designações como Alcohol denat. e SD Alcohol. Apesar de poder contribuir para sensações de alívio, na medida em que seca a pele, a verdade é que, a médio até longo prazo, o álcool poderá incrementar a sensibilidade cutânea. Evitem cosméticos nos quais este se encontre nos cinco principais ingredientes do produto. A mesma sugestão também se aplica a fragrâncias, parabenos e a fórmulas com elevada quantidade de silicones.

#5. Optar por utilizar produtos sem óleo.

Gostaria de clarificar que, a meu ver, o óleo em si não será de todo prejudicial a quem tem pele mista a oleosa. Aliás, alegaria que uma certa quantidade de óleo será necessária, de modo a auxiliar a regulação da oleosidade cutânea. Todavia, certo será que não oferecerá tantos benefícios como, por exemplo, a peles mais secas. É fundamental distinguir quais serão os óleos mais indicados para peles oleosas. Assim, se, por um lado, os óleos de coco, abacate, amêndoas doces e semente de alperce bem como o azeite deverão ser evitados, óleos de jojoba, grainha de uva, argão ou de rosa-mosqueta deverão ser usados, mas em reduzida quantidade.

#6. Se necessário, utilizar folhas de papel ou pó matificante para o rosto.

Não há muito a dizer acerca deste assunto, a não ser que se tratam de excelentes possibilidades de corrigir o excesso de óleo cutâneo sem secar em demasia nem irritar a pele. Se possível, adquiram produtos que contenham ingredientes, particularmente extratos naturais, capazes de nutrir a pele bem como prevenir ou apaziguar irritações cutâneas.

#7. Utilizar creme hidratante e também protetor solar.

Infelizmente, existe uma ampla difusão do mito de que usar creme hidratante contribuirá para o agravamento da desregulação da produção cutânea de óleo. Tal só acontecerá se utilizarem um produto que não se adeque ao vosso tipo de pele. Também aqueles com pele oleosa necessitam de utilizar creme hidratante diariamente. Caso contrário e na presença do escasso uso de creme hidratante, a oleosidade da pele poderá até aumentar, sendo que as glândulas sebáceas sentirão necessidade de produzir mais óleo perante a falta de hidratação cutânea. Optem por produtos à base de água e sem óleo nem substâncias irritantes. Por outro lado, não deixem de aplicar protetor solar, sendo que, em caso de pele oleosa, produtos em formato de gel e / ou com filtros de origem mineral serão os mais indicados.

#8. Considerar o uso de retinóides e zinco.

A vitamina A (sob a forma de retinol) e o zinco contribuirão para a manutenção de uma pele normal, segundo informação divulgada pela EFSA, organismo que regula a qualidade e segurança das declarações feitas acerca de produtos de natureza alimentar. Desta forma, recomendo o uso de retinóides de forma gradual, mas regular. Numa primeira instância, aconselho a aquisição de retinóides sem receita médica. A aplicação durante os primeiros dois meses deverá ser feita, no máximo, uma a duas vezes por semana. No futuro, poder-se-á inclusivamente equacionar o uso de produtos da farmácia, que normalmente possuem uma maior concentração deste tipo de substâncias. O zinco poderá ser aplicado sob a forma de spray - Serozinc, loves! - ou estar integrado noutro tipo de cosméticos. Gostaria de alertar para a necessidade de evitar irritantes comuns como mentóis, eucalipto, cânfora, menta ou, em alguns casos, hamamélis na vossa rotina de cuidados de pele.

#9. Equacionar a necessidade de alterar hábitos alimentares.

Ora bem, se não obtiveram os resultados desejados por via de tratamentos de aplicação tópica, a solução para a oleosidade cutânea anormal poderá incidir na reeducação alimentar. Caso este seja o vosso caso, aconselho vivamente a que abdiquem do consumo de alguns grupos alimentares durante algumas semanas, de modo a identificar possíveis mudanças. Por exemplo, abstenham-se de consumir lacticínios durante duas a três semanas, observando possíveis alterações a nível cutâneo. E assim sucessivamente, até identificarem se os vossos hábitos alimentares poderão estar a influenciar a aparência da vossa pele. De modo geral, apostem em alimentos que contribuam para uma pele saudável, procedendo a uma alimentação rica em vitaminas e nutrientes.

#10. A oleosidade da pele é uma condição, não uma sentença.

Não gosto muito de usar o termo "pele oleosa", "pele seca" e derivados. Faço-o exclusivamente por motivos de clareza (e SEO, já que estamos numa de honestidade). Acredito que todas as peles serão normais, sendo que algumas padecem de condições cutâneas, sendo a oleosidade uma delas. Tal como muitas doenças ou condições médicas, a oleosidade da vossa pele não vos define e é, por via de uma rotina de cuidados consistente bem como acompanhamento profissional, tratável. Tal como os primeiros mandamentos que escrevi, também estas sugestões têm cariz meramente orientador. O importante é experimentarem e desenvolverem uma rotina que vos faça (sentir) bem. ❤

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Fonte: YouTube (retirado da página Giphy).

18 dicas para cuidar da pele durante o outono.

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Que creme hidratante devo usar durante o outono? Preciso de esfoliar a pele mais frequentemente do que antes? Como posso corrigir danos cutâneos causados durante o verão? A estas questões e mais algumas procuro dar resposta no presente artigo.

Não é que o outono está já à porta? Com as temperaturas a baixarem de forma contínua, diversas lojas a atualizarem o seu inventário e o equinócio de outono a ocorrer na próxima sexta-feira, dia 22 de setembro, é chegada a altura de cuidar da pele de forma adequada durante o período outonal.

Tema: Como proteger e cuidar da pele durante os meses de outono.

A quem poderá interessar: Àqueles que procurem cuidar da sua pele de forma adequada durante o outono.

Skin and the city: como proteger a pele da poluição urbana?

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Que poluentes afetam a nossa pele diariamente? Como é que a poluição poderá contribuir para o envelhecimento precoce? Como posso combater sinais de poluição a nível cutâneo? A estas questões e mais algumas procuro dar resposta no presente artigo.

Considerando que a poluição citadina assume diversas vertentes, apresento-vos uma pequena lista com oito dicas que poderão reduzir os danos epidérmicos associados à vida urbana. Mesmo que tenham a sorte de não residir numa cidade poderão revelar-se úteis!

Tema: Como proteger e cuidar da pele em cenários de poluição urbana.

A quem poderá interessar: Àqueles que residam em áreas urbanas e queiram ter cuidados de pele adequados a situações de poluição urbana moderada a elevada.

30 protetores solares que querem ser vossos amigos.

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Qual o tipo de proteção solar mais indicada para peles oleosas? Que ingredientes devem evitar pessoas com pele sensível? Qual é o protetor solar mais indicado para mim? A estas questões e mais algumas procuro dar resposta no presente artigo.

Apresento-vos algumas sugestões de produtos que cumprem o seu propósito com rigor e precisão. Assim, recomendo qualquer um destes trinta produtos (incluindo dois como bónus) sem quaisquer reservas e parcerias.

Tema: Trinta protetores solares com qualidade.

A quem poderá interessar: Àqueles que desejem fazer escolhas informadas e adquirir um protetor solar que se adeque às suas necessidades específicas.

Não sou fã do conceito de máscara anti-idade!

Se estão aí há algum tempo, devem ter reparado que gosto de máscaras e uso este tipo de produtos com alguma regularidade. Aliás, já abordei o tema anteriormente aqui no blog, nomeadamente algumas dicas de uso que poderão incrementar a sua eficácia.

Tento ser só amor e paz (ou pelo menos harmonia), mas como estou aqui sobretudo para informar, o que se segue são algumas palavras de esclarecimento acerca de um conceito cada vez mais em voga na indústria cosmética e que peca pela falta de correção. Sim, refiro-me ao termo de marketing anti-idade ou antienvelhecimento.

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Fonte: Tumblr (alsopurple) // Ru Paul’s Drag Race (World of Wonder).

E é assim que me sinto quase sempre que ouço estas palavras ou sinónimos. Tento não ter problemas com nada nem ninguém, mas é difícil quando tais vocábulos tendem a estar associados à crescente diminuição da honestidade associada ao marketing de produtos cosméticos e semelhantes bens de consumo.

Oxalá fosse só nesta indústria! Conversas como "prevenir o envelhecimento", "anti-aging", "combater o relógio" ou "evitar rugas" estão na boca e mente de muita gente, mas ainda mais em diversos meios de comunicação. Assim é difícil. Guess what? Nada nem ninguém consegue contornar as leis do tempo, que é, simplesmente, o bem mais precioso que cada um de nós poderá ter.

Envelhecemos a cada dia que passa e nenhum tipo de produto poderá evitar o decorrer dos anos e alguns dos efeitos que acarretarão. A não ser que inclua a tecnologia Vira-Tempo™ da saga Harry Potter. Até lá não há Hermione Granger ou J. K. Rowling que nos valham! Nevermind, é possível chegar aos 60 anos de idade sem rugas; é possível ter 20 anos e sinais de envelhecimento precoce. São a genética, o estado de saúde e escolhas. Que a gravidade, saúde, genética e estilo de vida estejam a vosso favor! ❤

Por isso mesmo, sou a favor de termos mais honestos como, por exemplo, "prevenção (de sinais) do envelhecimento precoce", "redução ou correção da aparência de sinais de idade" ou quiçá até "retardação do aparecimento dos primeiros sinais de envelhecimento". Claro que não é tão apetecível do ponto de vista comercial, mas deixar de alimentar ilusões é, utopicamente, o primeiro passo para impelir à ação de uma maneira que realmente possa fazer a diferença.

Vamos assumir que as máscaras se referem à prevenção de sinais típicos do envelhecimento precoce, mas usam termos como anti-idade ou antienvelhecimento para efeitos de marketing. Também assim encontra-se inerente uma problemática que gostaria de abordar nos parágrafos que se seguem.

Ora bem, o que é uma máscara propriamente dita? Excluindo o conceito de sheet mask, a máscara para propósitos cutâneos distingue-se de outros produtos cosméticos na medida em que, após a sua aplicação, é normalmente criada uma película sob a pele. A principal função da película formada após a aplicação de uma máscara será, obviamente, suportar os ingredientes do produto e disponibiliza-los, de modo a que contactem com a pele. Esta mesma torna ainda possíveis promessas como efeito reafirmante e antirrugas, na medida em que ao apertar a pele, poderá conferir uma sensaçāo e até aparência de lifting, se bem que serão temporárias, bastando muitas vezes apenas remover a máscara para que desapareçam.

Até agora, tudo bem. As máscaras são verdadeiramente uma mais-valia na rotina de cuidados de beleza de qualquer um e não deixem que vos digam o contrário. É só que, no caso das máscaras que combatem sinais de envelhecimento, há que ter em atenção o facto de poderem não ser tão eficazes como imaginável. Porquê? Ora bem, uma máscara que vise a prevenção ou aperfeiçoamento de sinais de idade terá de, imperativamente, conter ingredientes considerados "anti-aging", capazes de atuar exteriormente ou, em alguns casos, do exterior para o interior. Para além de outras questões que poderão ser debatidas noutro artigo, é verdadeiramente fulcral respeitar o tempo de aplicação necessário para que um determinado ingrediente possa surtir o efeito desejado, algo que diverge de substância para substância. E nem todas as máscaras concretizam esta premissa.

O facto do tempo de aplicação de muitas máscaras "anti-idade" ser, muitas vezes, reduzido, em comparação a um creme hidratante ou sérum, não abona a favor da sua eficácia. Em particular no caso de substâncias que melhorem a aparência de rugas, pigmentação ou perda de elasticidade, efeitos mais positivos são alcançados quando a exposição tem uma duração superior a apenas alguns minutos. É por isso que a sua recomendação de utilização tende a mencionar o período noturno. Por um lado, o organismo executa processos regenerativos durante o sono; por outro, a ausência de luz solar e atividade reduzem a probabilidade de substâncias com menor estabilidade se desvanecerem antes de poderem surtir algum efeito. Acrescem ainda fatores como uma maior limitação no número e tipo de ingredientes que uma máscara típica poderá conter assim como a probabilidade de uma parte dos ingredientes usados poder observar dificuldades em contactar com a pele, ficando, por exemplo, retida na película.

Será que isto vos deverá desmotivar de usar máscaras "anti-idade"? Por favor, não! Apenas peço que pensem duas vezes antes de adquirir produtos cujas promessas sejam aliciantes, mas não corroboradas por via da sua tipologia, lista de ingredientes, tempo de aplicação e até, se existente, evidência científica. Por exemplo, se a máscara "anti-envelhecimento" prometer suavizar a aparência de rugas e tiver de ser retirada passados quinze minutos, talvez não ajude mais que um sérum ou creme que ficarão na pele durante horas. Outro exemplo seria uma máscara "antirrugas e reafirmante" que forma uma película compressora que terá de ser puxada poucos minutos depois. É certo que quando a película for removida, a pele regressará ao seu estado anterior. Ou uma máscara contra a pigmentação que apenas hidrate sem conter substâncias ativas como vitamina C, retinol ou vitamina B3. Os exemplos sucedem-se.

Essas máscaras acabam por cumprir as suas promessas, embora as expetativas de alguns consumidores possam sair defraudadas. Para quem desejar obter resultados graduais, mas consolidados através do uso de máscaras "anti-idade", algumas sugestões serão:

  • O uso de máscaras noturnas que não tenham de ser removidas, mas absorvidas pela pele.
  • Máscaras de hidratação que, normalmente, não são retiradas e costumam oferecer melhores resultados em peles secas.
  • A aplicação de sheet masks, sendo que o fluído resultante das mesmas será massajado na pele, exceto se implícito o contrário nas instruções.
  • Produtos como, por exemplo, sheet masks que incluam um serúm que poderá ser aplicado na película ou,  o que poderá até aumentar a sua eficácia, diretamente na pele.
  • Patches vulgo adesivos, bastante usados em zonas tal como o contorno dos olhos e o sorriso, se contiverem um fluído com ingredientes ativos que possa permanecer na pele após a sua remoção.

Outro fator que poderá incrementar bastante a eficácia do produto que escolherem será garantir que seguem estas dicas. Usem as máscaras como aliadas na vossa rotina de cuidados de beleza, mas não façam delas a vossa única escolha no que toca a prevenir sinais de envelhecimento precoce!  😉