Vamos falar de protetor solar: O que é e como escolher.

O verão chegou há três dias e com ele regressam os esquecidos exercício físico, a dieta baixa em calorias e… O protetor solar! Sim, o mesmo que quer fazer parte do quotidiano de muita gente, mas nem sempre tem hipótese.

Pelo meu dever para com o bem-estar da comunidade, as próximas cinco publicações serão acerca do uso de protetor solar, nomeadamente sobre questões frequentes, ingredientes utilizados, escolhas ideais; mitos e verdades; modo de aplicação e, por fim, a sua importância bem como algumas sugestões. Por isso, fiquem por aí nos próximos dias! 😉

O que é e para que serve o protetor solar?

Sim, vamos mesmo começar por aqui, apesar de ser quite obvious que o protetor solar visa a proteção da pele contra a radiação solar, absorvendo ou refletindo os raios de sol, pelo que tem como objetivo a redução da nocividade associada à exposição solar. Mas como é que o faz exatamente?

A luz solar natural contém fotões vulgo raios ultravioleta, que, apesar de não serem passíveis de observação a olho nu, têm um menor comprimento de onda e produzem mais energia que os raios de luz que nos são visíveis. Mas longe da vista não significa longe da pele. E esse é o meu drama quotidiano.

Quando em contacto com a pele desprotegida, os fotões ultravioleta estimulam a produção de radicais livres aka os vilões da fábula sobre uma vida saudável, podendo assim causar danos significativos a nível do ADN. Se a curto prazo poderão causar um escaldão, a médio ou longo prazo poderão conduzir ao envelhecimento prematuro da pele e até a problemas imunitários.

Os fotões ou radiação ultravioleta que atingem o planeta Terra podem ser classificados de UVA ou UVB. Os fotões UVB, cujo comprimento de onda é menor, não penetram a pele em profundidade. Desta forma, causam danos significativos no ADN e são uma das principais causas associadas quer a escaldões, quer ao cancro da pele. Por seu lado, os fotões UVA penetram em maior profundidade, atingindo camadas inferiores à epiderme. Assim, contribuem para a produção de radicais livres, estando associados ao envelhecimento precoce da pele e a possíveis problemas do sistema imunitário.

E é aqui que o protetor solar mostra o que vale! Agindo como um escudo de proteção, quando aplicado em quantidade suficiente, detém a radiação ultravioleta antes que esta cause danos significativos. Para ser considerado um protetor solar, de forma conforme à regulação existente, um determinado produto deverá conter substâncias que absorvam os fotões ultravioleta e / ou outras que contribuam para a absorção, dispersão e reflexão deste tipo de radiação.

O que significa o SPF ou fator de proteção solar? 

O fator de proteção solar permite estimar a capacidade de atuação de um protetor solar face aos danos causados pelos raios UVB.

Por um lado, permite calcular quanto tempo poderá decorrer até que a pele apresente os primeiros sinais de um escaldão, partindo do tempo de reação da pele desprotegida aos raios UVB. Por exemplo, se, sem proteção, a pele demorasse vinte minutos a ficar avermelhada, com um protetor solar cujo fator de proteção fosse 30, esse período de tempo seria alargado para cerca de dez horas.

Por outro lado, o fator de proteção solar é também utilizado para calcular a taxa de filtração dos raios solares UVB. Se, por exemplo, um protetor solar  com fator de proteção solar 15 bloqueará cerca de 93 porcento da radiação UVB que possa vir a atingir a epiderme, um protetor com 30 afastará 97 porcento e um protetor com fator 50 filtrará aproximadamente 98 porcento.

Importa recordar que nenhum fator de proteção solar é, até ao momento, capaz de bloquear a radiação ultravioleta na sua totalidade. Por isso, vamos unir-nos e ser cheerleaders da Ciência, porque essa descoberta seria nada mais, nada menos que uma mais-valia!

O conceito de sun protection factor ou SPF é, a meu ver, eficaz e uma maneira fácil de auxiliar muitas pessoas a escolher um protetor solar com o qual se sintam confortáveis. Contudo, este conceito ignora, de forma aparente, o perigo causado pelos raios UVA bem como a necessidade evidente de reaplicar protetor solar ao longo do dia, sobretudo aquando da exposição solar contínua e voluntária.

Qual é o fator de proteção solar ideal para mim?

Tal pergunta encontrará sempre melhor resposta numa consulta com um(a) dermatologista do que em qualquer outro lado. Não baseiem a vossa escolha no protetor solar de conhecidos ou no product placement de quem quer que seja, sobretudo se a pessoa aparentar saber tanto do assunto como eu de matemática avançada.

Pessoalmente, sendo alguém que fica bronzeada com relativa facilidade, uso fator de proteção solar 50 na cara e pescoço, devido à sensibilidade cutânea de ambos, e fator de proteção solar 30 no restante corpo. Caso vá à praia, opto por também usar um protetor solar também com 50 no corpo. Just because.

De forma geral e sem o intuito de aconselhar clinicamente, recomendo protetores solares com fator de proteção 50, pelo menos, para o rosto e pescoço, de forma a evitar o envelhecimento precoce e pigmentação. Para o corpo, sendo, neste caso, a pele mais resistente, recomendo um fator de proteção solar de 20 a 50, tendo em consideração o tom de pele e a situação de uso em questão. Mas o mais importante a salvaguardar é, sem dúvida, a importância de evitar a exposição solar prolongada e desregrada.

Em jeito de conclusão, importa referir que muitos protetores solares oferecem, na maior parte das vezes, apenas proteção contra os fotões ultravioleta UVB. Quem não desejar negligenciar os danos causados pelos raios UVA, deverá, independentemente da escolha do fator de proteção solar, escolher um produto capaz de absorver grande parte de ambos os tipos de fotões ultravioleta.

Quando e onde devo aplicar protetor solar?

De janeiro a janeiro, sobretudo quando faça sol e até mesmo quando o céu pareça um chuveiro. Basicamente, sempre que saírem da porta para fora para mostrar a vossa carinha linda ao mundo. É um dos dez mandamentos dos cuidados de pele a seguir como se fossem religião.

Sim, sempre que saírem à rua, porque até num dia nublado a radiação ultravioleta não deixa de entrar na atmosfera e assim, embora em menor quantidade, poderá atingir ou penetrar a vossa pele. Apliquem o protetor solar em todas as partes do vosso corpo que venham a estar expostas ao sol. Não se esqueçam, em particular, do rosto, pescoço, mãos e zona particularmente sensíveis como, por exemplo, feridas ou cicatrizes.

Que formatos de protetor solar existem?

Algumas das opções atualmente disponíveis incluem loções, cremes, géis, sprays, pomadas e também sticks. Se bem que a escolha deverá incidir nas vossas preferências pessoais e, em particular, nas zonas do corpo que visem proteger, poderá tecer-se as seguintes considerações:

  • Os cremes são particularmente indicados para aplicação no rosto ou pescoço bem como para quem tem pele seca.
  • Quer loções, quer cremes são ideais para aplicação no corpo.
  • Os sprays são uma das opções favoritas tanto para crianças como para adultos. Deverá assegurar-se que a dose aplicada é suficiente e evitar a inalação.
  • Os géis podem ser usados em zonas com presença de cabelo ou pelo.
  • Os sticks são ideais para aplicar em zonas delicadas, como o contorno dos olhos, nariz ou axilas.
  • As pomadas podem ser aplicadas em zonas sensíveis como cicatrizes ou feridas.

Deve ainda abordar-se a questão dos cosméticos com fator de proteção solar. Se bem que é discutível se poderão substituir o protetor solar, algo que não creio e, por isso, evito aconselhar, caso enveredem por essa opção, não se esqueçam de reaplicar esse mesmo produto cosmético sempre que necessário, de modo a assegurar que a vossa pele estará continuamente protegida.

Há, ainda, o caso do protetor solar com presença de repelente de insetos, comercializado por algumas marcas no mercado. Embora o conceito seja aliciante, importa frisar que as quantidades necessárias de cada um divergem amplamente, pelo que deverão ser usados separadamente por via do uso de dois produtos diferentes.

Que ingredientes garantem a a eficácia do protetor solar?

Segundo a US Food and Drug Administration, a American Academy of Dermatology e a European Commission’s Scientific Committee on Consumer Safety sim, amigos e amigas, optei por manter a denominação original na língua inglesa! – os seguintes ingredientes podem ser usados em produtos que visem a proteção solar.

Ingredientes que absorvem fotões UVA:

  • Avobenzona – É um filtro ultravioleta comum. É considerado, por algumas entidades e com base em estudos, passível de causar alergia quando em contacto com peles sensíveis.
  • Mexoryl SX – É uma formulação patenteada pelo grupo L’Óreal, oferecendo uma maior proteção contra os raios UVA e elevada durabilidade quando comparada a ingredientes semelhantes. É usada em alguns produtos de marcas pertencentes a este grupo.
  • Mexoryl XL – É uma formulação patenteada pelo grupo L’Óreal, conferindo uma maior proteção contra os raios UVA e durabilidade que ingredientes semelhantes. É usada em alguns produtos de marcas pertencentes a este grupo. Tal como o Mexoryl SX, pode ser considerada fotoestável. É, ao contrário do Mexoryl SX, lipossolúvel.
  • Meradimato ou metil antranilato – Sendo normalmente incluído em protetores solares, também pode ser encontrado em batons e cremes hidratantes.
  • Uvinul A Plus – É um agente de proteção solar com elevada fotoestabilidade e excelente compatibilidade com outros ingredientes da mesma tipologia. É comercializado pela BASF.

Ingredientes que absorvem fotões UVB:

  • Ácido para-aminobenzoico – É um dos químicos pioneiros na área da proteção solar, tendo sido amplamente empregue nos primórdios do desenvolvimento dos protetores solares. Atualmente, não é tão usada, por se considerar que poderá irritar peles sensíveis.
  • Cinoxato – É uma composição orgânica usada em alguns tipos de protetor solar.
  • Ensulizol – É um ingrediente comum em protetores solares que ofereçam proteção contra a radiação UVB. É hidrossolúvel.
  • Homosalato – É uma composição orgânica usada em alguns tipos de protetor solar.
  • Octocrileno – É uma composição orgânica usada em alguns tipos de protetor solar e cosméticos.
  • Octinoxatoetilhexil metoxicinamato ou Uvinul MC80 – É uma composição orgânica usada em alguns tipos de protetor solar e batons hidratantes.
  • Octisalato – É uma composição orgânica usada em alguns tipos de protetor solar e cosméticos.
  • Padimato 0 – É uma composição orgânica e um derivado do ácido para-aminobenzoico.
  • Salicilato de trolamina – É uma composição orgânica usada em alguns tipos de protetor solar, cremes analgésicos e cosméticos.
  • Uvinul T 150 – É uma composição orgânica comercializada pela BASF.

Ingredientes que absorvem fotões UVA e UVB:

  • Dioxibenzona – É um filtro ultravioleta que não é hidrossolúvel.
  • Oxibenzona – É um filtro ultravioleta utilizado sobretudo em loções solares.
  • Sulisobenzona – É um ingrediente usado em alguns protetores solares. Poderá irritar peles mais sensíveis.
  • Bemotrizinol ou Tinosorb S – Comercializado por empresas como a BASF e Ashland, Inc, é um filtro ultravioleta com considerável fotoestabilidade, ajudando a prevenir a degradação de outros agentes de proteção menos estáveis.
  • Bisoctrizole ou Tinosorb M – É um filtro ultravioleta com capacidade de estabilizar outros agentes de proteção solar, nomeadamente o octinoxato.
  • Uvasorb HEB – É uma composição orgânica comercializada pela 3V Sigma.

Ingredientes minerais que absorvem fotões UVA e UVB:

  • Dióxido de titânio – É usado sobretudo em filtros físicos.
  • Óxido de zinco – Também empregue em protetores solares minerais, este composto químico de cor branca não apresenta características hidrossolúveis.

Quais são as diferenças entre protetor solar e protetor mineral (filtro físico)?

Há que distinguir entre protetores solares químicos e protetores solares minerais. Irei utilizar, para responder a esta questão, os termos protetor solar para designar um produto químico e filtro físico para me referir a um produto mineral. So, so so, here we go.

Enquanto os protetores solares utilizam ingredientes ativos que visam a absorção da radiação ultravioleta, impedindo que penetre na pele, os filtros físicos contêm precisamente ingredientes  que filtram, dispersam e bloqueiam os fotões nocivos à saúde humana.

Outra diferença substancial é que os filtros físicos remetem para os ingredientes óxido de zinco ou dióxido de titânio, conhecidos por oferecerem proteção contra ambos os tipos de fotões ultravioleta. Contudo, por vezes, poderão deixar a pele com uma aparência esbranquiçada, devido à sua composição moderadamente espessa e opaca.

Por seu lado, alguns protetores solares de origem química nem sempre são capazes de proteger a pele simultaneamente contra os efeitos negativos dos fotões UVA e UVB, sendo que, normalmente, se focam num dos tipos de radiação, exceto se enunciado o contrário na sua formulação.

Como já referi acima, uma escolha ideal incidirá num produto que contenha ingredientes que ofereçam proteção contra estes dois tipos de fotões ultravioleta, os UVA e UVB, ou seja, um produto com ingredientes tipicamente associados a protetores solares químicos assim como ingredientes ligados a filtros físicos. Em caso de indecisão, a exposição de dúvidas a um(a) dermatologista pode auxiliar a tomar uma decisão informada.

Quais são as diferenças entre protetor solar orgânico ou não-orgânico?

É basicamente uma diferença que reside nos ingredientes propriamente ditos. Normalmente, existe uma correlação entre filtros físicos e o conceito de protetor solar orgânico, pelo facto de conterem componentes minerais como óxido de zinco e dióxido de titânio. Importa distinguir que também estes ingredientes, presentes em protetores solares orgânicos, são químicos e manuseados, transformados e, muitas vezes, produzidos em laboratórios,

Apesar daquilo que a brigada das orgânicas possa dizer, os protetores solares não são necessariamente mais perigosos que os filtros químicos, pois não existe, a meu ver, suficiente evidência no que concerne à toxicidade dos ingredientes utilizados nos protetores solares químicos, atendendo às reduzidas quantidades em que são empregues na sua formulação.

Escolham um produto que proteja e satisfaça as necessidades da vossa pele, sem causar irritação ou alergias. Não tentem fazer receitas caseiras de protetor solar a não ser que tenham as patentes e equipamentos de uma L’Oreal™ ou Estée Lauder™ da vida à vossa inteira disposição. Ah, e não se fiem na conversinha da treta de que comer determinados alimentos oferece a proteção necessária contra a radiação ultravioleta.

Deve ser resistente à água ou não é necessário?

A Skin Cancer Organisation e a American Academy of Dermatology recomendam vivamente o uso de proteção solar resistente à água. Pessoalmente, não creio que faça a diferença no uso quotidiano, mas é, sem dúvida, uma mais-valia para as idas à praia ou piscina. Permite banhar-se sem ter de voltar a aplicar o protetor solar após sair da água. Contudo, o problemazinho do rótulo “resistente à água” reside no facto de algumas pessoas poderem partir do princípio que não precisarão de voltar a aplicar o produto durante a sua estadia na praia. Mas, sobretudo durante a exposição direta à radiação solar é importantíssimo aplicar protetor solar com frequência. 🙂

Qual é o tipo de protetor solar mais indicado para o meu tipo de pele?

O melhor protetor solar para cada um de vocês é aquele que terão gosto em usar, de preferência, diariamente. De maneira geral e tendo em conta as necessidades específicas de cada tipo de pele e faixa etária, um protetor solar com um fator de proteção solar mínimo de 30, que proteja contra os fotões ultravioleta UVA e UVB e, possivelmente, com resistência à água de cerca de 40 a 80 minutos é uma aposta ideal.

  • Peles mistas, oleosas ou com tendência acneica: A escolha deverá incidir em formulações não-comedogénicas, sobretudo em formato de creme ou loção, que não sejam particularmente oleosas, prevenindo o surgimento de imperfeições. A Skin Cancer Organisation recomenda, neste caso, protetores solares minerais. Outra opção serão protetores solares químicos com ensulizol, devido à sua consistência leve e hidrossolubilidade. Aqueles que tenham pele com tendência acneica e apliquem medicação cutânea poderão ter de lidar com pele ligeiramente seca, pelo que protetor solar sob a forma de uma loção de consistência leve ou gel poderá ser ideal. Protetores solares com álcool poderão parecer apetecíveis para quem tem pele oleosa, devido ao facto de secarem a pele. Contudo, a médio ou longo prazo, poderão ser mais prejudiciais do que beneficiais, na medida em que danificam a barreira protetora da pele e poderão irritar a pele.
  • Peles que apresentem sintomas de alergia: Neste caso, é preferível evitar produtos que contenham perfumes, álcool ou conservantes. Por seu lado, também aqueles com pele sensível e tendência a ter alergias deverão optar por filtros físicos, evitando protetores solares com avobenzona, oxibenzona ou ácido para-aminobenzoico.
  • Peles que apresentem sintomas de rosácea: Também se deve evitar produtos que contenham perfumes, álcool ou conservantes. Aqueles cuja pele apresente sintomas de rosácea deverão optar por filtros físicos, evitando protetores solares com substâncias potencialmente irritantes como avobenzona, oxibenzona ou ácido para-aminobenzoico.
  • Peles sensíveis: Aqui aplicam-se as recomendações para peles com sintomas alérgicos ou de rosácea.
  • Peles secas: Este tipo de peles poderá beneficiar de um protetor solar com propriedades hidratantes. Este tipo de proteção solar apresenta-se, normalmente, sob a forma de pomada, creme ou loção.
  • Peles infantis: Sendo certo que se deve evitar a exposição solar até aos seis meses de idade, a partir dessa altura há que continuar a ter particular atenção à sensibilidade da pele de bebés e crianças pequenas. Recomendam-se filtros físicos em detrimento de protetores solares químicos convencionais. A Skin Cancer Organisation aconselha o uso de protetor solar no formato de spray, de modo a melhorar a experiência de uso para a criança. Aquando da aplicação no rosto, é preferível colocar o produto primeiro nas mãos e, de seguida, massajar na cara da criança, com o intuito de evitar a inalação de substâncias potencialmente nocivas.
  • Peles idosas: Optei por escrever acerca deste aspeto, não porque as peles idosas sejam dramaticamente diferentes de qualquer tipo de pele acima enunciado, mas para indicar que, apesar da idade, o uso de protetor solar não deve ser negligenciado. Para quem sofra de dificuldades ou perda de mobilidade, o formato de spray é indicado.
  • Peles de tom claro ou com historial de cancro de pele: A escolha de um protetor solar com fator de proteção solar acima de 30 é aconselhada. No caso de alguém que tenha no seu historial clínico a doença cancro da pele, deverá evitar a exposição solar direta, utilizar protetor solar com fator de proteção solar 50 e fazer exames de rastreio com relativa regularidade.
  • Peles com melasma: Aplica-se a sugestão de uso de protetor com fator de proteção solar 50.
  • Peles de tom escuro: Apesar de a probabilidade de sofrer um escaldão ser relativamente reduzida, tal não implica que a radiação ultravioleta não cause danos a nível do ADN e incite a produção de radicais livres. Por isso, recomenda-se o uso de, pelo menos, protetor solar com fator de proteção solar 30 para prevenir o envelhecimento precoce da pele. A evitar serão, possivelmente, protetores solares que possam deixar um filtro esbranquiçado e opaco na pele.

Devo respeitar o prazo de validade do protetor solar?

Yes, yes, yes! Normalmente, os protetores solares têm um prazo de validade entre dois e três anos após a data de produção. Sendo que algumas marcas incluem esta referência na embalagem, é um detalhe ao qual podem e devem atentar durante o ato de compra. Mesmo que o produto não venha acompanhado dessa informação, possíveis alterações na cor e consistência do protetor solar indicam que será necessária a sua substituição. Mas, de qualquer das formas, se colocarem protetor solar regularmente e prestarem atenção à quantidade recomendada, o uso de uma embalagem deverá respeitar o seu prazo de validade.

Como preparar a minha pele para a exposição solar?

Para além do uso de protetor solar, existem outras regras e sugestões a ter em atenção, caso se deseje minimizar o impacto da radiação ultravioleta na saúde:

  • Evitar o contacto direto com o sol durante o período em que a radiação solar tem maior intensidade, ou seja, entre as onze da manhã e as quatro horas da tarde. De forma geral, pode-se aplicar a seguinte regra: caso a vossa sombra seja menor que o vosso corpo, fiquem à sombra ou usem um guarda-sol.
  • Não tenham problemas com o uso de um chapéu, óculos de sol e, quiçá, roupa leve, mas protetora como kimonos, camisas, calças de tecidos finos ou vestidos compridos.
  • Sendo que elementos como a água, areia e neve tendem a refletir a radiação ultravioleta e, por este meio, aumentar o risco de um escaldão, recomendam-se maiores cuidados na sua proximidade. Caso a situação o justifique, apliquem protetor solar sempre que necessário: idealmente, a cada duas ou três horas de uso.

Que considerações há a fazer acerca do uso de solários?

Juro que dei o meu melhor e perdi dez minutos da minha vida que nunca terei de volta a tentar encontrar algum benefício associado ao uso dos solários. O tipo de radiação ultravioleta é, no caso dos solários, composta de forma predominante por fotões UVA, o que previne, neste caso, o risco de escaldões associado à luz solar natural.

Relembremos que os raios UVA causam danos no organismo ao incentivar a produção de radicais livres, aumentando o risco de envelhecimento precoce ou problemas do sistema imunitário. Desta forma, quem quiser ter um tom de pele mais estival, deverá preferir produtos com propriedades autobronzeadoras.

Como se deve tratar um escaldão ou pele queimada pelo sol?

Devia ter escrito isto antes, não devia? Anyway, nunca é tarde para começar! Mas o que importa neste momento é regenerar a pele e curar o escaldão. Segundo a American Academy of Dermatology, é fundamental tomar duches frequentes e aplicar água fria na zona afetada, assim como massajar creme hidratante nessa zona, de modo a reduzir o desconforto causado.

A pele queimada pelo sol poderá também ser tratada com recurso a cremes que contenham hidrocortisona ou com aspirina. No caso de ocorrerem bolhas, deve evitar-se o contacto com as mesmas, de forma a prevenir uma infeção. É importante manter o organismo hidratado. Para além das dicas acima, a exposição solar da zona afetada por um escaldão deverá ser evitada ao máximo. Caso o escaldão persista ou existam sintomas adicionais como febre, o recurso a acompanhamento médico é imperativo.

É tudo por hoje, gente! O tópico que se segue refere-se a alguns mitos acerca do uso de protetor solar. Até lá, bom verão, bom dia, boa semana e juízo. C. ❤

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